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14/10/2019 12:14

Caso Alan Synthes: entenda como são os procedimentos da CBA e FAU e como funciona o seguro


Foto: Denise Drehmer

Acidentado na última sexta-feira na disputa da segunda classificatória da Sênior A na Copa Brasil, o paulista Alan Synthes já está em São Paulo, como noticiamos ontem, e hoje, às 18 horas deverá passar por cirurgia na coluna em função de lesão em duas vértebras.

Conversamos sobre este assunto com Pedro Sereno, presidente da CNK/CBA, buscando saber como a entidade máxima procede nestes casos de acidentes mais graves, que necessitam remoção e atendimento em hospital, e também sobre como funciona o seguro que os pilotos recebem quando são inscritos em uma competição.

Segundo Pedro Sereno, a responsabilidade da contratação do serviço médico em um evento como a Copa Brasil ou o Campeonato Brasileiro, que são diretamente supervisionados pela CBA, fica com a federação local, de acordo com o estabelecido no Caderno de Encargos.

O serviço médico e o médico contratados, por sua vez, novamente de acordo com o Caderno de Encargos, são responsáveis pela escolha do hospital referência para o atendimento a quem possa ter esta necessidade dentro do evento. E este hospital, por força do nosso esporte, precisa sempre ser um especializado em trauma, o que não existia em Penha, apenas em Itajaí, para onde Alan Synthes foi levado.

No caso de Alan Synthes, o hospital para o qual ele foi levado deixava bastante a desejar – aliás, algo muito comum no sistema de saúde pública no Brasil, como todos sabem.

Depois disso, como já falado em nossa matéria de ontem, Synthes ficou oito horas aguardando o atendimento e, mais tarde, foi levado para a Unimed de Balneário Camboriú, onde foi constatado que o melhor seria levar o piloto para São Paulo.

Seguro – Ao se inscrever em uma competição, o piloto está segurado através de uma apólice emitida por uma seguradora contratada pela CBA – desde que devidamente cadastrados na seguradora pelos organizadores. E este seguro funciona como qualquer outro e não deve ser confundido com um plano de saúde.

E, como todo seguro, este tem regras e limites financeiros. Ou seja, ele cobre as despesas hospitalares até um certo valor, ficando sob responsabilidade do paciente o pagamento do excedente no caso de atendimento em um hospital particular e conveniado com a seguradora. Nos casos de hospitais não conveniados, mas particulares, o paciente paga todas as despesas e depois solicita o devido reembolso do valor que a seguradora cobre na apólice.

A opção de o piloto ser levado diretamente a um hospital público, a primeira disponível para o serviço médico da prova, existe para o caso em que ele não terá condições de pagar as despesas excedentes àquelas determinadas na apólice de seguro.

Apoio da CBA – Segundo Pedro Sereno, a CBA esteve em contato com a esposa de Alan Synthes para informar-lhe os procedimentos necessários para que a seguradora assumisse suas funções e sempre esteve disponível. Além disso, também segundo Sereno, João Alfredo Novaes, presidente da FAUESC, esteve no hospital para o qual Alan Synthes foi levado, oferecendo apoio e constatando que o atendimento estava “bastante complicado” em Itajaí.

“Todos os procedimentos, tanto de parte da CBA como da FAUESC, foram realizados de forma satisfatória e exemplar até onde lhes cabia a responsabilidade”, disse Pedro Sereno. “A CBA não pode ser responsabilizada mais do que isso, que, neste caso, é atender o piloto e leva-lo ao hospital e, especialmente, pelas despesas de atendimento médico não cobertas pelo seguro”, finaliza.

João Novaes – Conversamos também com o presidente da FAUESC, que esteve envolvido de forma mais direta com o atendimento a Alan Synthes, em Itajaí e no Balneário Camboriú. Segundo Novaes, o incidente lhe servirá como exemplo para as próximas competições regionais e estaduais em Santa Catarina, para que a federação faça o contato e o convênio com um hospital particular de referência.

“Estive nos dois hospitais. Em Itajaí o atendimento era péssimo, razão pela qual ele foi levado para a Unimed, onde ele foi melhor atendido. Como o Alan não tinha plano de saúde, nós pagamos a consulta, quando foi constatado que o melhor seria transferir o piloto para São Paulo”, contou Novaes.

Fonte: Portal Kart Motor | Erno Drehmer

  • 14/10/2019 14:04 Wagner Ebrahim

    Boa tarde a todos!!
    Vou Apontar agumas situações a respeito do acidente em questão! NÃo vou apontar culpados mais acho que passou longe de ser um atendImento descente ao piloto!!
    Sabado eu estava assistindo a corrida ao vivo e vi a gravidade do acidente, nao tenho certeza do horário que ocorreu! A noite tentei contato com o Alan para ter alguma noticia dele, e infelizmente nao consegui! Consegui o número da esposa dele e foi assim que eu soube da gravidade e do descaso com que ele estava sendo tratado! A Esposa dele nao parava de chorar e pediNdo ajuda! Já era quase 20:00 e o alan nao tinha siido atendido por nenhum medico!! Ele estava gritando de dor no corredor do hospital com duas vértebras fraturadas!! Imediatamente liguei para o Flavio Quick que me disse que nao sabiam do estado dele e em qual hospital ele estava!! Entrei em contato com o Ibiapina para localizar o JoÃozinho de SC e passar o acontecido, o mesmo tambem nÃo estava sabendo e imediatamente foi para o hospital dar suporte!!
    Resumindo; ate as 20:00 o Alan estava largado em um corredor de um hospital sem nenhum atendimento especifico rolando em uma maca com dor! O mesmo hospital nao tinha uma maquina de ressonÂncia em funcionamento!!
    Esse é o tiPo de tratamento que merecemOs?
    Para que serve o seguro? So para por no papel?
    Quem era o medico responsÁvel no evento? Ele sabia das conDições do hospital e estava ciente dos problemas?
    Ninguém acompanha a pessoa que foi acidentada para saber o que serÁ feito?
    A cba ou a federacao local confere e conhece os hospitais que sao colocados nessas situaÇões?
    São vidas que estão alí! PodEria ser um piloto, mecanico, fotografo etc!! Ninguém pode ser largado em um corredor!!
    Já faz dois dias que ele esta tomando morfina na veia, para se ter iDeia da dor!!
    PeÇo que os organizadores se preocupem um pouco com o acontecido e não só com recordes de inscritos!! Precisamos de muito mais que de recordes!! Precisamos ser vistos e respeitados!! E Sou a favor de criar uma comissão de pilotos de kart para debater varios assuntos ,podem contar comigo!!

  • 14/10/2019 16:27 Gonçalo bonet allage

    boa tarde!
    que este fato tão preocupante sirva de incentivo para a criação de uma comissão de pilotos.
    Nós, os pilotos, temos que participar de determinadas decisões e opinar em questões que nos afetam diretamente.
    certamente a opinião dos pilotos traria muitos benefícios para as nossas corridas.

  • 14/10/2019 17:53 Jorge Fernandes

    Gostaria de deixar a sugestão para que no caderno de encargos dos eventos seja adicionada uma exigência de um procedimento padrão de acompanhamento pela federação. Nesse procedimento deve estar prevista a presença de um representante da federação (que já sabe desta sua atribuição) para acompanhar o piloto no processo de atendimento hospitalar.
    este representante da federação estará lá para tratar dos interesses do piloto e fazer contato com a família do mesmo até a chegada de algum familiar ou responsável.
    Infelizmente, tenho experiência em internações na família.. e ter alguém tratando dos interesses e cobrando providências do hospital faz bastante diferença...

    desejo uma plena recuperação ao alan syntes... que tudo corra bem!

  • 14/10/2019 23:34 Markenson marques

    Apesar da minha consideração pela cnk, esta muito errada ao limitar-se a transferir a responsabilidade para a Federação Colocando no caderno de encargos exigÊncias sem Conferir se foram atEndidas. Ja que supervisiona, deve fazer com excelência analisando o hospital parceiro e deve apoiar a CRIAÇÃO de uma COMISSÃO de pilotos Para vIsitar e validar tal hospital.

  • 15/10/2019 00:27 RoberTo wuthstrack

    Esta errado o pRoCesso!
    A cba contrata uma seguradora e “esta tudo resolvido”. A cba diz que a responsabilidade da gestao é da fed lOcal. Esta diz que isso é do clube organizador..... e os pilotos que pagAm a conta? (Me refiro a grande maioria, que pagA do bolso, dele ou da familia).
    Bom, tudo certo, mas afinal qual é o hospital de referencia? O que o seguro cobre?
    Meu filho fez o spr, Parte do paRanaEnse, o brasileiro, a copa do brasil, etc e eu (nem eke) fomos informados dO questionamento acima. E se tivesse havido algumA intercorrencia?
    Isso prEcisa ser corriGido!!!
    PresIdentes, da CBA E DAS FEDERACoes, isso É responsabilidade e obrigacao de vOces.
    Facam sua obrigacao. So isso!!!

  • 17/10/2019 11:25 Daniel claudinO

    Sou favoráveL à criação da comissão dos pilotos. Contem comigo. Abraço