Em um cenário com vários elementos desafiadores, a 4ª etapa da Copa São Paulo Light foi palco para uma estratégia diferente e muito positiva de Marcos Borenstein, que integra o projeto da Motori Brasil na categoria Sprinter.
A utilização do traçado invertido no Kartódromo de Interlagos – algo pouco comum nas últimas temporadas – e a chuva foram os primeiros elementos da rodada, que ainda seria marcada por uma pista com aderência variável, o que exigiu rápida adaptação dos pilotos e suas equipes.
Apenas o 19º colocado na tomada de tempos, Marcos Borenstein foi um dos poucos pilotos que optaram pelo uso de pneus de chuva para a 1ª bateria da Sprinter, que reuniu 31 competidores. A difícil decisão e a ousada estratégia mostraram-se acertadas.
Com uma atuação consistente, o piloto da equipe MV Racing / Motori Brasil superou 14 concorrentes e, após uma corrida de recuperação, recebeu a bandeirada em 5º, posição que lhe permitiu largar na pole position na prova seguinte em razão da inversão regulamentar entre os cinco primeiros.
Marcos Borenstein liderou a segunda bateria por mais da metade das 14 voltas e lutou pela vitória com alguns dos principais nomes da Sprinter. E, mesmo enfrentando problemas mecânicos causados pela quebra de um dos parafusos do para-choque traseiro, terminou em 4º.
A soma dos pontos fez com que Borenstein subisse no pódio de Interlagos, na 5ª posição. “Arriscamos ao apostar nos pneus de chuva e deu certo”, disse Marcos Borenstein. “Consegui avançar bastante na primeira bateria, o que me permitiu lutar pelas primeiras posições na também na segunda prova e finalizar com um pódio que se mostrava difícil de alcançar, já que eu larguei apenas em 19º”, completou.
Para Geraldo Ferreira, Diretor-Administrativo e cofundador da Motori Brasil, “o desempenho de Marcos Borenstein marcou um importante avanço competitivo do piloto na Sprinter, especialmente considerando o alto nível técnico e o grid numeroso da Copa São Paulo Light. A leitura estratégica dos pneus, sua recuperação e a liderança na 2ª bateria mostraram a evolução competitiva da Motori Brasil”.
Arthur Coelho e Vitor Ferré, também integrantes do Projeto Motori Brasil, igualmente enfrentaram um fim de semana complexo pelas condições variáveis de pista e aderência, o que aumentou significativamente o grau de dificuldade da etapa.

