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20/03/2026 15:46

Preparador William Moraes responde perguntas e fala sobre o kartismo brasileiro e internacional

Profissional com mais de 20 anos de experiência foi entrevistado pelo Portal Kart Motor

Autor: Erno Drehmer / KG COM Assessoria de Comunicação


Foto: Arquivo do piloto

William Moraes com o piloto Luiz Las Casas Neto


Preparador de equipamentos e coach de pilotos com mais de 20 anos de experiência no kartismo, William Moraes – que conquistou vários títulos em sua carreira – foi entrevistado pelo Portal Kart Motor sobre alguns assuntos importantes relacionados ao esporte.

1 - Quais passos o piloto deve seguir para iniciar no kartismo?
É importante que o piloto esteja por dentro de todo o kartismo, como, por exemplo, a mecânica do kart, campeonatos, as regras que regem os campeonatos na pista etc.

Também é fundamental que ele queira muito estar dentro de um kart, enfrentando o desconforto, o sol, o calor e a chuva, dando o máximo que puder em treinos. Isso, com o apoio de uma boa equipe, é fundamental.

2 – Qual importância do kartismo para os pilotos que buscam fazer carreira no automobilismo?
O kartismo é a base para começar no automobilismo. Precisa começar cedo e treinar muito. O kartismo tem um papel importante para a formação do piloto, pois proporciona mais preparo para as categorias maiores e também preparo emocional desde cedo para lidar com um ambiente super competitivo, essencial para sua formação técnica e mental.

3 – Quais as diferenças entre o kartismo brasileiro, europeu e americano?
No Brasil o kartismo é super competitivo, temos excelentes pilotos, mas acho que tem uma diferença grande na fiscalização e vistorias. No Brasil isso é mais “light”, na Europa e Estados Unidos o kartismo trata isso de uma forma mais exigente.

O kartismo americano é tão forte quanto o brasileiro, mas temos algumas peculiaridades como, por exemplo, os pneus, que no Brasil podemos usar apenas um modelo, enquanto na Europa e Estados Unidos podemos usar vários tipos.

Na Europa temos os melhores pilotos e lá os campeonatos são bem mais difíceis.

4 – Qual sua avaliação dos chassis brasileiros em relação às marcas importadas?
O diferencial é o custo e a alta tecnologia. O chassi nacional, para começar uma carreira, atende bem o piloto brasileiro, mas, pensando em uma carreira internacional, o chassi importado é quase que imprescindível. O chassi importado é o “fino trato” em comparação ao chassi nacional.

5 – Em seus muitos anos de kart, qual sua maior tristeza e sua maior alegria?
Minha maior tristeza ou frustração é não ter tido poder de investimento para ser um piloto. Sabemos que é um investimento astronômico, mas consegui estudar e trabalhar naquilo que amo fazer.

Minha maior alegria e satisfação é passar tudo que sei para as crianças com quem eu trabalho e vê-las crescer profissionalmente é minha maior recompensa.

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