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30/08/2005 11:26

Brasileiro de Endurance: o balanço final


Ter estado presente no 2o Campeonato Brasileiro de Kart Endurance, que foi realizado em Curitiba no último sábado (27/8), foi motivo de grande satisfação para o KART GAÚCHO.

 

Tivemos a oportunidade de conferir, ao vivo, o quanto a categoria impulsionada pelos motores 4 tempos da Honda – e o Brasileiro - está crescendo. 18 equipes participantes, se não foi o número esperado, mostrou que realizar o Brasileiro da categoria em etapa única foi uma decisão acertadíssima da Confederação Brasileira de Automobilismo.

 

No ano passado, em média nove equipes participaram das quatro etapas do campeonato. Um aumento de 100% já pôde ser visto e as previsões dizem que teremos um número sensivelmente superior no próximo ano.

 

Porque? Porque esta edição do Brasileiro de Endurance foi um enorme sucesso. Se 18 parece um número pequeno, o mesmo não se pode dizer de 80, que foi a quantidade de pilotos que estiveram em Curitiba. Entre eles, nomes como os de Júlio Campos, um dos maiores campeões do kartismo brasileiro e que hoje compete na Stock Car Light, José Córdova, atual lider da Copa Clio, César Ramos, bi-campeão brasileiro de kart, Gabriel Dias, campeão sul-brasileiro e pan-americano, João Gonçalves, duas vezes campeão da Copa Brasil, entre outros.

 

Para assinar embaixo destas previsões, pode-se dizer que alguns pilotos saíram do Kartódromo Raceland Internacional insatisfeitos. Calma!!! Não se assuste, não estamos ficando loucos.

 

Quem saiu insatisfeito, saiu porque não havia alcançado seu objetivo, aquele velho objetivo de todo piloto: ser campeão.

 

De uma forma geral, todos saíram muito satisfeitos por terem participado de um evento grandioso e muito bem organizado pelo Kartódromo Raceland, por Paulo Freitas e Enéas Meinhardt, incansáveis em sua preocupação de atender a todos e fazer um campeonato inesquecível, e de quebra, ainda cuidarem de suas equipes. A supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo, competente como sempre, também fez com que o evento fosse um sucesso.

 

As equipes – Dentre os maiores destaques deste Brasileiro, logicamente o maior deve ser dado à Margeon, a equipe que sagrou-se campeã. Com pilotos competentes e um preparador no mesmo nível, a Margeon teve poucos problemas, razão maior para que terminasse a maratona na frente. Apenas um time-penalty de dois minutos e uma parada não programada – mas bem aproveitada – para recolocar a placa de identificação traseira, contribuíram para que o simpático time composto por Pablo Margeon, Roberto Marlangeon, Manuel Queiróz e Fernando Scotti, capitaneados pelo “velho” Neri Cenci, vencesse.

 

A Targh 400, vice-campeã, pintou desde muito cedo como uma das principais favoritas. Este favoritismo foi crescendo a cada atividade, quase sempre dominada pelo time gaúcho. Chegou-se a um ponto em que diziam que a equipe estava treinando sem peso. Porém, durante a corrida, tempos mais rápidos do que os obtidos nos treinos foram estabelecidos pelos pilotos da Targh 400 e desta vez não havia como duvidar de que o peso estava correto. Com exceção das previsões de que problemas técnicos sempre acontecem em provas longas como esta, ninguém duvidava muito de que a Targh 400 sairia vencedora. Mas, “carreras son carreras”, já dizia um dos maiores nomes do automobilismo mundial, o argentino Juan Manuel Fangio, e alguns problemas técnicos e time-penalties fizeram a equipe perder 14 voltas, 13 das quais recuperadas.

 

Outra equipe que merece enorme destaque é a Nada Consta, de São Paulo. Composta por João Gonçalves, Eduardo Abrantes e Bruno Miloni, a Nada Consta esteve muito próxima do título. Na metade da prova, a quebra do eixo lhe fez perder muitas voltas, que fizeram falta no final da prova. Recuperadas as voltas, a Nada Consta partiu para vencer, mas a necessidade de um “splash” de combustível obrigou o time a uma nova parada e com isto os paulistas perderam até o vice-campeonato.

 

A MV Racing, I e II, também merece ser citada. A MV I, campeã do ano passado, foi a autora da pole, mas ambas tiveram que largar do parque fechado por não ter em seus karts o protetor de corrente. A luta pela recuperação foi impressionante e quem se deu melhor foi a MV II, que liderou por muito tempo a prova, até quase seu final, quando problemas técnicos lhe fizeram cair várias posições e terminar em 9o. lugar, a 18 voltas dos vencedores.

 

A Ygor também liderou a prova por muito tempo e foi traída perto do final por um sério problema, que fez com que fosse a única equipe a não completar a corrida. Mas foram competentes enquanto estavam na pista e tinham totais condições de voltar para São Paulo com o título.

 

Atrapalhada por diversos problemas técnicos e alguns time-penalties, a Planet Kart / Enigma perdeu muitas voltas logo no início da corrida. Depois, com os problemas sanados, conseguiu andar, mas a perda de tantas voltas transformou-se em um problemas irreversível. Jhonny Gonzales, Otávio Bonder, Júlio Reis, William Carvalho e Paulo Elias fizeram tudo - e muito mais - que podiam para sair de Curitiba de cabeça erguida. E saíram.

 

Outras equipes têm que ser citadas. A JKC Joinville foi também destaque, estando por muito tempo e em momentos diferentes, entre os cinco primeiros colocados. Problemas técnicos (quem não os teve?) atrapalharam a equipe, que no final comemorou um merecido 4o.lugar.

 

A MFK, dos irmãos Farran, Francisco Jr. e Gabriel Dias, era, ao lado da Targh 400, talvez a maior favorita. Grande conhecedora da pista, onde já venceu vários campeonatos, fez um belo duelo com a Targh na primeira hora de prova. Depois, os probelmas técnicos atrapalharam os paranaenses, e eles terminaram em 8o. lugar, a 15 voltas dos líderes.

 

Outras equipes competiram. Todas elas, citadas ou não, estão de parabéns. Foram competitivas, poderiam ter ganho, mas o desgaste no equipamento, tão comum nestas provas de longa, acabou com as esperanças de muita gente. Competência e qualidade de seus pilotos foram atributos que não faltaram a nenhuma delas.

 

Parabéns a todos e até o próximo ano, com um grid ainda maior!!!

Fonte: Kart Gaúcho

  • 30/08/2005 14:33 João Carlos Gohr

    Parabéns a equipe kartgaucho, voces realmente entendem de KART e sabem como ninguen comentar, só gostaria de saber quando será e onde o brasileiro 2006.