publicidade

Fórmula e tem Massa, Di Grassi e Nelsinho

Escrito por Wagner Gonzalez
Jornalista especializado em automobilismo de competição

Temporada 2018/2019 dos carros elétricos traz novidades técnicas


A Fórmula E, categoria de monopostos movidos por energia elétrica, inicia sábado na Arábia Saudita a sua quinta temporada com um novo modelo de carro, mais rápido e com maior autonomia. Enquanto no Brasil a Stock Car ainda não tem sequer seu calendário para 2019, os organizadores da fórmula elétrica já falam na inclusão da Coréia do Sul como nova integrante do calendário de 2019/2020. Três brasileiros disputam a categoria: os campeões Nelson Piquet Jr (2014/2015) e Lucas Di Grassi (2016/2017) e Felipe Massa, que estreia na equipe ligada à Mercedes-Benz.

Para promover a abertura do certame, Massa participou de uma disputa surreal: em uma estrada próxima a Al Diriyah onde o evento acontece no sábado, m verdadeiro racha contra um falcão peregrino, considerado o animal mais veloz da face da terra.

Foi a segunda vez que o desempenho um carro da F-E foi comparado com um animal: no ano passado o atual campeão Jean-Eric Vergne acelerou ao lado de um guepardo em uma estrada da Cidade do Cabo, na África do Sul. O automóvel venceu por margem mínima. Uma pesquisa nas redes sociais indicou que a disputa entre o GEN2, o novo monopostos da F-E, e o falcão peregrino seria uma disputa interessante: aparte o fato de a ave ter a região árabe como seu habitat, o falcão peregrino pode alcançar 350 km/h. Para realizar a disputa, o animal escolhido foi treinado para seguir uma isca que, na disputa final, foi ligada a uma linha presa junto a uma antena instalada no santantonio do monoposto.

“Foi uma experiência incrível”, declarou Massa ao final da disputa, realizada em um local tombado como patrimônio histórico pela Unesco. “Não vou esquecer disso tão cedo”.

Ao contrário da maioria dos campeonatos de automobilismo, a F-E pratica uma temporada que inicia no final de um ano e termina na metade do seguinte. A categoria usa quase que exclusivamente circuitos de rua (a única exceção é a etapa mexicana, que acontece no Autódromo Hermanos Rodrigues, na capital do país), sempre planos, com retas curtas e curvas fechadas. Nos últimos anos o calendário inicial chegou a incluir etapas no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas ambas foram canceladas; a possibilidade de que o evento aconteça no Brasil é sempre citada e recentemente até mesmo Belo Horizonte foi incluída como possível cidade escolhida. Infelizmente os promotores brasileiros não conseguiram consumar o anunciado.

Paralelamente, outros países trabalham para garantir uma data e há entendimentos para levar os carros elétricos à Coréia do Sul em 2020.  A competição deverá acontecer em circuito em Seul com traçado que ainda precisa ser ratificado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e a prefeitura da cidade para ser homologado.

Para a temporada que inicia no próximo fim de semana em Ad Diriyah, na Arábia Saudita, a maior novidade é Gen2, o novo carro da categoria, que traz inovações que vão muito além da estética inusitada para monopostos: o modelo tem as rodas cobertas e um visual que os próprios promotores admitem remeter ao Batmóvel. Suas novas baterias proporcionam aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2”8, atingir até 280 km/h de velocidade máxima e agora permitem que os pilotos possam usar um único carro durante a prova inteira, já que acumulam maior carga de energia.

O formato das provas também vai mudar: em vez de quilometragem pré-definida, agora o percurso de cada GP será de 45 minutos mais uma volta, solução adotada em várias categorias, inclusive em provas nacionais. O halo – o arco de proteção instalado em torno da abertura do cockpits – recebeu um filete de led que poderá emitir luz de duas cores: azul (que identificará quando o piloto estará usando o modo de ataque, opção que permite utilizar 225 kW, 25 kW a mais que a potência de corrida) e magenta (quando o piloto usará uma o recurso do fan boost, bônus que autoriza elevar a potência disponível para algo entre 240 kW e 250 KW.

O bônus de ataque exigirá que o piloto complete um trecho da pista passando ao lado das barreiras de proteção onde um processo de indução vai liberar mais potência ao motor elétrico. Já o bônus do fan boost é obtido por votação do público via redes sociais). Comparadas com as baterias usadas nas quatro temporadas disputadas até agora, as novas podem acumular 54 kWh (quilowatt hora), praticamente o dobro dos 28 kWh disponíveis até então.

Leia mais colunas do autor